Osmar Junior

[…]O terra, terra, terra! Ouve a palavra do SENHOR. — Jeremias 22:29

A Luz Proveniente de Estrelas Distantes Prova Que O Universo É Antigo?

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M51 (NGC5194)e m Canes Venatici (distância: 23 ± 4 Milhões de anos-luz)

Vivemos num universo imenso que contém galáxias que se encontram a bilhões de anos-luz de distância. O fato da luz destas galáxias chegar até nós tem sido usado como evidência a favor de um universo com uma idade de aproximadamente 14 bilhões de anos.

As técnicas utilizadas pelos astrônomos para medir distâncias cósmicas poderiam ser questionadas. No entanto, elas são geralmente lógicas e corretas e nãos se baseiam em pressuposições evolucionistas do passado. Além do mais elas fazem parte da ciência observacional, sendo presentemente testáveis e duplicáveis.

Criacionistas ao produzir modelos de uma terra e um universo jovens, com cerca de milhares de anos e não milhões ou bilhões de anos, são, de uma forma geral, criticados por não levar em consideração questões “tão simples” como o tempo de viagem da luz vinda de pontos muito distantes do universo.

Assim sendo, uma breve avaliação sobre o tempo de viagem da luz se faz necessário para a validação dos modelos criacionistas de uma terra e um universo ainda jovens.

As Pressuposições dos Argumentos do Tempo de Viagem da Luz

“Ultra Deep Field” Galáxias (cada ponto de luz é uma galáxia) - Hubble

“Ultra Deep Field” Galáxias (cada ponto de luz é uma galáxia) - Hubble

Qualquer tentativa científica que tente estimar a idade de qualquer coisa envolverá necessariamente um certo número de pressuposições. Estas pressuposições podem estar relacionadas com as condições iniciais, a constância de certas proporções, contaminação do sistema e muitas outras, e, portanto, serem incorretas. Muitas vezes uma cosmovisão errada pode também ser a causa de pressuposições incorretas.

 

A luz distante das estrelas apresenta várias pressuposições que são questionáveis – nenhuma das quais faz com que necessariamente o argumento esteja errado. 

A Constância da Velocidade da Luz

Assume-se atualmente que a velocidade da luz é constante em função do tempo. Atualmente, no vácuo, ela demoraria um ano para percorrer aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.

velocidade_luzSe assumirmos que esta velocidade tem sido constante durante toda a existência do universo, poderemos incorrer no erro de acharmos uma idade muito mais antiga para o universo do que a idade real.

Por outro lado, a velocidade da luz não é um parâmetro arbitrário. Em outras palavras, se mudarmos a velocidade da luz, outras coisas também mudariam, como a proporção entre energia e massa de um sistema, e as demais constantes que estão relacionadas com esta velocidade.

Portanto, se for alterada a velocidade da luz, o impacto que isto causaria no universo, na terra e na vida seria algo não imaginável.

A Pressuposição da Rigidez do Tempo

A pressuposição de que o tempo se move de forma constante em todas as condições, obedecendo a uma forma rígida não é verdadeira. Existem maneiras através das quais a nãorigidez do tempo pode permitir que a luz proveniente de pontos muito distantes chegue até nós numa escala de tempo relativamente pequena.

Albert Einstein descobriu que movimento e gravidade afetam a passagem do tempo. Por exemplo, quando um objeto está num movimento muito próximo ao da velocidade da luz, o seu tempo é desacelerado. Isto é chamado de dilatação do intervalo de tempo. O mesmo se dá com a medição do intervalo de tempo entre um relógio posicionado ao nível do mar e um outro numa montanha. O relógio posicionado ao nível do mar, por estar mais próximo da fonte da gravidade, teria também o seu tempo desacelerado.

Portanto, um mesmo evento no passado poderia ter ocorrido num longo período de tempo para um observador, e num curto período de tempo para um outro observador. Por exemplo, a luz das estrelas que demoraria bilhões de anos para chegar até nós (medida por relógios posicionados no espaço profundo – “deep space clocks”) chegaria à Terra em alguns milhares de anos, medida por relógios daqui. Isto ocorreria naturalmente se a Terra estivesse numa cavidade gravitacional (“gravitational well”).

Suponhamos que o sistema solar esteja localizado próximo do centro de um número finito de galáxias. Esta proposta é totalmente consistente com a evidência e, portanto, uma possibilidade perfeitamente rasoável.

Neste caso, a Terra estaria localizada nesta cavidade gravitacional. Isto significa que muita energia teria que ser utilizada para levar algo para uma posição distante desse centro. Nessa cavidade gravitacional, nós não sentiríamos nenhum efeito gravitacional anormal, mas os nossos relógios estariam desacelerados (muito mais lentos) quanto comparados com os relógios posicionados em outros pontos distantes.

Sendo que a expansão do universo é aceita pela maioria dos astrônomos atuais, o universo teria sido menor no passado, fazendo com que a diferença entra os relógios na terra apresentassem uma desaceleração quando comparados com relógios em pontos distantes do universo. Assim sendo, a luz proveniente de galáxias distantes teria chegado até a terra em apenas alguns poucos milhares de anos, quando medida por relógios na terra, em comparação com bilhões de anos, quando medida por relógios distantes da terra.

A Pressuposição de Sincronização 

Uma outra maneira pela qual a relatividade do tempo é importante, é a sincronização: como fazer com que relógios mostrem o mesmo tempo e ao mesmo tempo. A teoria da relatividade tem mostrado que tal sincronização não é absoluta. Por exemplo, um observador num plano de referência poderia ver dois relógios sincronizados ao passo que um outro observador, num plano de referência diferente, não os veria sincronizados. Portanto, quando se trata de sincronização de relógios separados por uma distância qualquer (pequena ou quase infinita), não existe um método pelo qual tal sincronização possa ser feita no sentido absoluto, de tal maneira que todos os observadores iriam concordar, independente do movimento.

Um exemplo simples seria um avião levantando voo às 14:00 hrs e pousando precisamente às 14:00 hrs. Sendo que o avião aterrisou no mesmo tempo em que levantou vôo, esta viagem seria instantânea. Como seria possível? A resposta está no fuso horário. Imagine um avião partindo de Brasília às 14:00 hrs (horário local) e chegando em Cuiabá às 14:00 hrs (horário local). A hora marcada em Cuiabá é uma a menos que a de Brasília (consideramos que o avião voa rápido o suficiente para percorrer a distância em uma hora). Para um passageiro a viagem teria demorado uma hora (tempo universal), mas para um observador em Cuiabá, o avião teria chegado na mesma hora em que partiu (tempo local).

Existe um equivalente cósmico entre o tempo local e o tempo universal. Luz viajando em direção à Terra é equivalente a um avião viajando no sentido oeste (Brasília a Cuiabá), O tempo local permaneceria sempre o mesmo. Se usarmos o tempo cósmico universal, a luz levaria 100 anos para percorrer 100 anos-luz.

De acordo com a teoria da relatividade de Einstein, a luz não experimenta a passagem do tempo, sendo a sua viagem instantânea. Portanto, luz vinda da extremidade do universo chegaria instantaneamente aqui ao passo que nós acharíamos que ela teria levado bilhões de anos.

O Tempo de Viagem da Luz: Um Argumento que Refuta a Si Mesmo

A própria teoria do big bang possui um problema seríssimo com a questão do tempo de viagem da luz. De acordo com este modelo, a luz teria que percorrer uma distância muito acima da que lhe é permitida, dentro de um período de 14 bilhões de anos (idade do universo proposta pela teoria do big bang). Esta dificuldade é conhecida como o “problema do horizonte”.

De acordo com a teoria do big bang, quando o universo era ainda bastante jovem e muito pequeno, ele desenvolveu pequenas diferenças locais de temperaturas (sem isso corpos celestes como estrelas e galáxias não poderiam ter se formado). Vamos assumir teoricamente que neste início de universo haveria, portanto, dois pontos: A (quente) e B (frio). Hoje, bilhões de anos depois deste período, o universo expandiu de tal forma que os pontos A e B estão muito distantes um do outro. No entanto, temos visto por meio da radiação de fundo (Cosmic Background Radiation) que a temperatura, mesmo a distâncias imensas, é praticamente a mesma: 2,7 K (270°C negativos). Isto significa que os pontos A e B possuem a mesma temperatura hoje. Mas isso somente seria possível se eles tivessem trocado energia. E a maneira mais rápida de trocar energia é através de radiação eletro-magnética. No entanto, essa troca teria que ter ocorrido multiplas vezes durante a existência do universo para que um equilíbrio térmico fosso atingido (como obervado através da temperatura uniforme da radiação de fundo). Dado o tamanho do universo – a distância e a quantidade de vezes entre dois pontos que a luz teria que ter percorrido durante os supostos 14 bilhões de anos – a velocidade da luz não teria sido sufic ente para que tal temperatura uniforme existisse.

Uma solução proposta para a teoria do big bang é o que se chama de período inflacionário. O universo no seu início teria expandido dentro dos limites conhecidos pela ciência. Em seguida ele teria entrado num período inflacionário, através do qual teria chegado às dimensões atuais. Esta proposta não possui nenhuma evidência, não sendo nada mais que uma pura conjectura. (Não existe nenhuma evidência do que poderia ter dado início a esse período e muito menos o que teria feito com que ele chegasse ao fim de forma suave para manter intacta a estrutura observada no universo atualmente.)

Conclusão

Assim sendo, o problema do tempo de viagem da luz permanece uma questão aberta para a discussão científica. Aceitar uma idade antiga para o universo (teoria do big bang), apenas porque a luz de corpos celestes localizados a bilhões de anos-luz tem chegado até nós, é uma questão de preferência por um modelo de idade antiga por um outro modelo de idade rescente. Esta preferência não se dá por méritos científicos mas sim por pressuposições e posicionamento filosófico pessoal de cada cientista ou pesquisador.

Fonte – [Universo Criacionista]

E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi.  – Gênesis 1:14,15.

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4 Respostas para “A Luz Proveniente de Estrelas Distantes Prova Que O Universo É Antigo?

  1. João Vasconcelos 19 de abril de 2010 às 2:02

    Lendo a “conclusão”, também verifico que os “argumentos” dos Criacionistas é cheio de hipóteses, ou não? Acho que em nenhum outros ambiente de discussão os “posicionamento filosófico e pessoal” são tão grande quanto o posicionamento filosófico pessoal de um Criacionista. Ou seja; só existe uma única verdade, a dele.

  2. Aline 19 de abril de 2010 às 15:36

    Caro João, os criacionista não têm hipóteses, como você mesmo disse na última frase…
    só existe uma única verdade, que é “JESUS CRISTO”!
    “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Timóteo 3:16)
    O teocentrismo, do grego theos (“Deus”) e kentron (“centro”), é a concepção segundo a qual Deus é o centro do universo, tudo foi criado por ele, por ele é dirigido e não há outra razão além do desejo divino sobre a vontade humana.

    a ciência incha, mas o amor edifica! Jesus te ama!

    Com toda humildade e mansidão, com longaminidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
    procurando guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz.
    há um só corpo e um só espírito, como também fostes chamados em uma só esperança de vossa vocação;
    um só senhor,uma só fé, um só batismo;
    Um só Deus e Pai de todos,o qual é sobre todos, e por todos e em todos.
    mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do Dom de Cristo.
    Efésios (4:2;3;4;5;6 e 7)

    espero ter esclarecido.

  3. Osmar Junior 19 de abril de 2010 às 23:22

    Ola João,
    Bom poderia citar algumas dessas hipóteses?

    Nossas conclusões, como citado no comentário acima, são derivados da Palavra de Deus. Muitos ateus dizem que a ciência prova que a bíblia esta errada, mas nenhuma descoberta científica até o momento apresentou nenhum fato que contrarie a bíblia. Vejamos alguns informações:

    Terra flutua no espaço. Leia Jó 26:7
    Átomos. Leia Hebreus 11:3
    Terra é redonda. Leia Isaías 40:22
    Gordura saturada prejudicial. Leia Léviticos 7:22-24.
    E outras.

    Fique com Deus.

  4. Marcos 27 de fevereiro de 2011 às 0:47

    Em relação ao tempo de milhares de anos, nós criacionistas temos funtamentos lógicos sim, para esta idade.
    Se consideramos que o criador fez tudo pronto e acabado, a luz faz parto do tudo pronto e acabado! É como Adão no Édem no sétimo dia, será que ele teria 18 ou trinta anos? Não, teria apenas um dia, mas pensaríamos que ele teria mais! Tal como o universo! Por as galáxias estarem a muitos anos luz da terra, achamos que o universo tem maior idade, mas as galáxias mais distantes deveriam ser mais jovens em relação a nossa, já estamos vendo elas a milhões e/ou bilhões de anos luz no passado, já que a luz demorou todo esse tempo para chegar a nós. É como o sol, a cada vez que vemos o sol, estamos vendo ele 8 minutos atrás, e não naquele exato momento.
    Entre outras observações que são desprezadas pelos evolucionistas e ateus, que utilizam-se de teses metafísicas, mas que titularizam de científicas, para dá um ar de ciência, tipo a Teoria do Big Bang que só existe no campo das idéias, como qualquer tese postulada e que não tem provas científicas. Além do mais para o Big Bang ser verdade, no mínimo, duas leis científicas teriam que ser falsas: só a 1ª e a 2ª lei da termodinâmica. E o pior não há nada neste universo que não esteja sujeita a essas duas leis (Estou falando de matéria)!
    Uma questão que acho interessante é que o universo é formado de matéria e energia, que seguem leis. A matéria e energia não criaram as leis, pois não tem conciência, já que reconhecidamente, leis e informação são atributos de seres conscientes! E a matéria e energia, tiveram um início. Se a matéria e energia tiveram um início e as leis que as regem não foi criado por elas. Então, quem criou as leis foi um ser atemporal e que não pertence ao plano material (do universo), dotado de conciência e poder para criar a matéria, a energia e as leis que regem a interrelação da matéria e energia! Qual o único ser na história da humanidade que foi descrito com fidelidade dotado de todos esses atributos?
    O senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
    Fiquem na paz e esperemos nos senhor Jesus a graça da salvação e que possamos habitar na prenseça de nosso pai que está nos céus.

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